Um dia, todo mundo tem que atravessar seus desertos

desertosUm dia, todo mundo tem que atravessar seus desertos. Momentos onde a solidão se faz tão presente que parece ter um corpo. A dor faz o tempo ficar lento, demorado, e tudo parece parar. 

É neste momento, que o ser humano descobre o que são fardos, os fortes encontram a escada que os fará subir, os fracos se perdem em lamentações, saem buscando os culpados… Ai está a diferença entre passar pelo deserto e o permanecer nele. Os que resistem, os que persistem, racionam a água, caminham um pouco mais, dão um passo além das forças.

Os que desanimam, bebem toda a água do cantil, esperam pelo milagre que não virá, pois todo milagre é fruto de uma ação positiva. Se hoje você está atravessando o seu deserto, seja ele o mais seco do mundo, não importa, em algum canto dele, você encontrará um oásis.

Na nossa vida, oásis são os amigos que não nos abandonam, são aquelas pessoas desconhecidas que se preocupam com o próximo, é a fé que todos nós temos e renova a esperança. Mantenha a racionalidade e uma certeza: você vai atravessá-lo!

Não desista de nada, não desista de você! A poeira vai abaixar, a tempestade vai passar, e depois de tudo, o sol vai brilhar por você.
A esperança é essa brisa que sopra seus cabelos, e a força que nos empurra para a vitória, é o amor de Deus que nunca nos abandona.

Paulo Roberto Gaefke

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MINHA TURMA

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Ela é uma amiga recente. Tem três filhos, sendo que um deles possui uma síndrome rara. É uma criança especial como se diz. Acabei de ouvi-la palestrar a respeito de como é o envolvimento de uma mãe com um ser que necessita de tanta atenção. Eu estava preparada para ouvir um chororô, e não a acusaria, ela teria todo o direito se. Mas o ” se” não veio. O que vi foi uma mulher comovente e leve ao mesmo tempo, recorrendo ao humor para segurar a onda e para não se desconectar de si mesma. Ela deu uma choradinha, sim , mas de pura emoção e gratidão por passar por essa experiência que dá a ela e a esse filho uma cumplicidade também fora do comum. Quando ela terminou de falar pensei ; ” Essa é a minha turma” . E silenciosamente a inseri no rol dos meus afetos verdadeiros.

Estranhei ter sido essa a expressão que me ocorreu ” minha turma’ e só então percebi que, durante a vida , a gente conhece um mundaréu de pessoas, estabelece variadas trocas de impressões , passei por outras tribos e tal.

São homens e mulheres que chegam bem perto de nosso epicentro , nem sempre por escolha, mas porque são parentes de alguém, conhecidos de não sei quem , e que acabam sendo agregados á nossa agenda do celular. Até que o tempo vai mostrando uma dissimulação aqui, uma maldade ali, uma energia pesada , e você se dá conta de que alguns não são da sua turma.

Da série de ” Coisas que a gente aprende com o passar dos anos”: abra-se para o novo, mas na hora da intimidade , do papo reto, da confiança , procure sua turma. É fácil reconhecer os integrantes dessa comunidade: são aqueles que falam a sua língua,enxergam o que você vê , entendem o que você nem verbalizou. São aqueles que acham graça das mesmas coisas, que saltam junto na transcendência , que possuem o mesmo repertório. São aqueles que não necessitam de legendas, que estão na mesma sintonia, e cujo histórico bate com o seu. Sua turma é sua ressonância, sua clonagem, é você acrescida e valorizada. Sua turma não exige nota de rodapé, nem resposta na última página. Sua turma equaliza, não é fator de desgaste. Com ela você dança o mesmo compasso, desliza, cresce se expande. Sua turma é sua outra família, aquela, escolhida.

Não tenho mais paciência com o que me exige atuação, com quem me obriga a usar palavras em excesso para ser compreendida. Não tenho mais energia o rapapé, para o rococó, para o servilismo cortês, para o mise-en-scéne social. Não tenho motivo para ser quem não sou, para adaptações de última hora, para adequações tiradas da manga. Não quero mais frequentar estranhos , em cujas piadas não vejo a mínima graça . Não quero ser apresentada, muito prazer e daí por diante dissecar minha árvore genealógica, me explicar os nomes dos meus tataravós, defender posições que me farão passar por boa moça. Não quero mais ser uma convidada surpresa.

Se você mandar eu procurar minha turma, acredite, tomarei com carinho !

Martha Medeiros

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Análise sociológica da música “Lepo Lepo”

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Preciso pedir mil perdões ao Psirico.
Não havia ouvido a música mais comentada das redes sociais nestes dias. O principal assunto do Twitter e do FB.
Esqueçam o julgamento do Mensalão e outras bobagens.
Lepo Lepo é a música mais revolucionária de todos os carnavais.
Vocês que estão criticando é que não entenderam NADA.
Siga o raciocínio comigo.

A Letra diz:
“Eu já não sei o que fazer – Duro, pé rapado com o salário atrasado. “
( ANÁLISE: Realidade social de milhares de brasileiros – fora os desempregados )

“Já não tenho mais para onde correr – Já fui despejado e o banco levou o meu carro.”(Análise: entrou em financiamentos acreditando que conseguiria melhorar a vida e infelizmente não conseguiu pagar suas contas – perdeu o pouco que tinha – Realidade social de milhares de brasileiros)

“Agora vou conversar com ela, será que ela vai me querer? Agora vou se é verdade – Se é dinheiro ou e amor ou cumplicidade? “

(Análise: diante do panorama atual onde as pessoas não valem o que são, mas apenas o que tem. Saber se uma mulher está com você por dinheiro ou por amor é algo muito importante. Enquanto 99% da música brasileira está em seu momento de ostentação – essa música coloca em questão os valores da sociedade. O que vale mais o amor ou os bens materiais? )

“Não tenho carro, não tenho teto e se ficar comigo é porque gosta”
( Análise: Verdade total. Nos dias de hoje, quem ficaria com um sem teto? Apenas outro sem teto. Negligenciado pelo Governo. Não ter carro então… Vai usar ônibus, trem ou metrô – ou seja, apenas quem ama muito uma pessoa e capaz de encarar todos estes problemas sociais e manter o relacionamento – AMOR VERDADEIRO. )

“RÁ LEPO LEPO LEPO LEPO” É A ÚNICA COISA QUE O CIDADÃO TEM.
Ou seja… de tanto tomar Lepo Lepo do Governo, só restou Lepo Lepar a parceira para manter o relacionamento.

Confessem, nós fomos preconceituosos.
A música retrata a realidade do Povo.
Então isso explica também uma necessidade URGENTE do Controle de Natalidade e planejamento familiar no Brasil, porque a quem nao restou nada… só o Lepo Lepo pode trazer alguma alegria e lepo lepo sem prevenção – cria mais crianças e mais crianças sem os cuidados que merecem do Governo, podem se tornar cidadãos com muitas dificuldades sociais e o ciclo não termina nunca.

Essa é minha lepo lepo tese.

Recebi no whats. Desconheço autoria. Bom carnaval gente.

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Só dê ouvidos a quem te ama

Só dê ouvidos a quem te ama... Pe. Fábio de melo

 

“Só dê ouvidos a quem te ama. Outras opiniões, se não fundamentadas no amor, podem representar perigo. Tem gente que vive dando palpite na vida dos outros. O faz porque não é capaz de viver bem a sua própria vida. É especialista em receitas mágicas de felicidade, de realização, mas quando precisa fazer a receita dar certo na sua própria história, fracassa.

Tem gente que gosta de fazer a vida alheia a pauta principal de seus assuntos. Tem solução para todos os problemas da humanidade, menos para os seus. Dá conselhos, propõe soluções, articula, multiplica, subtrai, faz de tudo para que o outro faça o que ele quer.

Só dê ouvidos a quem te ama, repito. Cuidado com as acusações de quem não te conhece. Não coloque sua atenção em frases que te acusam injustamente. Há muitos que vão feridos pela vida porque não souberam esquecer os insultos maldosos. Prenderam a atenção nas palavras agressivas e acreditaram no conteúdo mentiroso delas.

Há muitos que carregam o fardo permanente da irrealização porque não se tornaram capazes de esquecer a palavra maldita, o insulto agressor. Por isso repito: só dê ouvidos a quem te ama. Não se ocupe demais com as opiniões de pessoas estranhas. Só a cumplicidade e conhecimento mútuo pode autorizar alguém a dizer alguma coisa a respeito do outro.

Ando pensando no poder das palavras. Há palavras que bendizem, outras que maldizem…

Quero viver para fazer esquecer… Queira também. Nem sempre eu consigo, mas eu não desisto. Não desista também. Há mais beleza em construir que destruir.

Repito: só dê ouvidos a quem te ama.”

- Pe Fábio de Melo

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“Guia Rápido para Dirigir em Salvador”

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Por Robson Oliveira (baiano)

Vindo à capital da Bahia a passeio e tendo que se adaptar ao jeitinho baiano de dirigir, não se assuste. Em Salvador você verá atrocidades; você duvidará que o motorista que violentamente insiste em lhe expulsar da pista goza de boa saúde mental; você não entenderá como nós soteropolitanos, famosos no mundo por não se estressarem, nos transformamos em seres raivosos quando estamos ao volante. Não fazemos por maldade, guiamos preocupados apenas com o centro do universo, nós mesmos, os baianos, os piores motoristas do Brasil.

As lições vão lhe ajudar no trânsito de Salvador.

1ª Lição: Faixas Inúteis. A pintura de faixas, quando existe, não serve para absolutamente nada. Nós não sabemos exatamente para que a via foi dividida em faixas. Passamos de uma faixa para outra, rodamos sobre as faixas “seguindo os pontinhos” como se não quiséssemos nos perder… e em qualquer curva preferimos a tangente, mesmo que a faixa ao lado esteja ocupada por algum “leso”. Acostume-se, esqueça as faixas, sinta-se livre.

2ª Lição: Parar Já. Paramos onde e quando precisamos; às vezes até ligamos o pisca alerta. Todos podem esperar um pouco. Na rua onde mal passa um carro, que diferença podem fazer cinco ou dez minutos parado até que Voinha Zinha desça da casa de mainha ? Se o carro da frente parar, tenha paciência, espere até que ele decida seguir ou, também é permitido, buzine alucinadamente para extravasar sua raiva, sabendo que não vai adiantar. Desconte no próximo, pare também onde e quando quiser, aqui pode.

3ª Lição: Setas Invertidas. Não temos idéia do que passava na cabeça de quem colocou aquelas luzinhas amarelas que piscam quando nossos filhos mexem naquela alavanca inútil que fica próxima ao volante. Às vezes acionamos sem querer a luzinha que pisca na esquerda ou na direita. Se desejamos ir para a esquerda, vamos, não importa se a tal luz amarela está piscando, muito menos se pisca do lado certo. Seta é coisa de carioca “ixperto”, nós não precisamos de seta para guiar. Nunca sinalize em Salvador, você poderá desviar a atenção do baiano que vai ao seu lado.

4ª Lição: Meter o Terço. Metendo um terço do seu carro na frente do baiano que teria a preferência você automaticamente obriga-o a ceder em seu favor. Meta o terço em qualquer situação: em cruzamentos perigosos, ao entrar em vias rápidas, quando quiser passar à frente de algum otário, enfim, meter o terço lhe garante vantagem indiscutível (é possível que às vezes ocorra uma pequena batida, coisas da vida, se bater saia do carro e comece a bater papo com o outro baiano. Vocês acabarão descobrindo que são parentes ou que têm amigos em comum… você num é irmão do Tinho ? Não, sou primo. Rapaz, cê parece dimais com ele, é escrito e escarrado. Como tá Inha, cunhada do Tinho? …)

5ª Lição: Emparelhar. Fique sempre ao lado de algum carro. Se ele acelerar, acelere também. Se reduzir a velocidade, reduza e permaneça “emparelhado”. Emparelhar deixa o baiano seguro. Vá juntinho, melhor seguir acompanhado. Se atrapalhar quem vem atrás não se avexe, quem quiser passar que passe. É isso mesmo, às vezes a oitenta por hora, ou a vinte, os baianos adoram andar emparelhados… e só Deus sabe o motivo.

6ª Lição: Dois Dedos. Dois dedos é a distância normalmente mantida por um bom motorista baiano do carro da frente. Colado, bem juntinho. Achamos que assim é possível aproveitar ao máximo o espaço disponível em nossas ruas. Outra vantagem em manter dois dedos do carro da frente é mostrar que estamos com pressa, que o carro da frente deve se apressar. Não importa se o motorista da frente não está atrasado como um bom baiano. O que importa é seguir colado. Não se perca, siga sempre a dois dedos do carro da frente.

7ª Lição: Fila é Para Otário. Em qualquer conversão, onde normalmente só caberia um carro, nós baianos fazemos a fila dupla, tripla, às vezes dá até para a quarta fila. Nunca espere o leso otário que está aguardando pacientemente a conversão, fila é para otário. Passe à frente, meta o terço, tome a preferência da conversão à força. Quem quiser que buzine.

8ª Lição: Buzina no Sinal Verde. Nós, baianos, há muitos anos disputamos o campeonato de acionamento de buzina após a abertura do sinal. Aguarde o sinal verde com as duas mãos prontas para acionar violentamente a buzina do seu carro. O recorde é de Toinho, irmão de Dozinha, dois centésimos de segundo após a luz verde. Capriche na buzina, rápido, mesmo que você esteja sem pressa, mesmo que buzinar não faça nenhum sentido.

9ª Lição: Lixo no Carro Não. É, é isso mesmo que você forasteiro está pensando. Nos nossos carros baianos não pode ter lixo. Vai tudo pela janela. Latinha de cerveja, fralda suja, palito de picolé, ponta de cigarro, garrafa pet. Somos muito asseados, lixo no carro não. Quem quiser que varra a rua. Acostume-se e, se do carro da frente for jogado algum objeto grande, desvie sem reclamar.

10ª Lição: O Retorno É Aqui. Nas ruas de Salvador é possível retornar em qualquer lugar. Gire o volante e, se couber, ótimo. Se não “deu jogo” dê uma rezinha rapidinha e complete a manobra. Quem quiser que espere ou se bata. Quem procura retorno é otário. Não se assuste de depois da curva der de cara com uma D20 atravessada na pista, manobrando para retornar a dez metros do retorno correto.

Boa sorte no trânsito de Salvador. Antes que eu esqueça: para dirigir em Salvador você não precisa, necessariamente, olhar para frente. Converse olhando sempre para o carona. Fale ao celular, leia, procure coisas no porta-luvas, enfim, descontraia, crie você mesmo suas regras de trânsito.

 

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Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe; Se ele não te quer, nada pode fazê-lo ficar.

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Texto de Oprah Winfrey

Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe; Se ele não te quer, nada pode fazê-lo ficar.

Pare de dar desculpas (de arranjar justificativas) para um homem e seu comportamento.Permita que sua intuição (ou espírito) te proteja das mágoas.

Pare de tentar se modificar para uma relação que não tem que acontecer.

Mais devagar é melhor. Nunca dedique sua vida a um homem antes que você encontre um que realmente te faz feliz.

Se uma relação terminar porque o homem não te tratou como você merecia,”foda-se, mande pro inferno, esquece!”, vocês não podem “ser amigos”. Um amigo não destrataria outro amigo.

Não conserte.

Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente é porque ele está mesmo…

Não continue (a relação) porque você acha que “ele vai melhorar”.

Você vai se chatear daqui um ano por continuar a relação quando as coisas ainda não estiverem melhores.

A única pessoa que você pode controlar em uma relação é você mesma.

Evite homens que têm um monte de filhos, e de um monte de mulheres diferentes. Ele não casou com elas quando elas ficaram grávidas, então, porque ele te trataria diferente?

Sempre tenha seu próprio círculo de amizade, separadamente do dele.

Coloque limites no modo como um homem te trata.
Se algo te irritar,faça um escândalo.

Nunca deixe um homem saber de tudo. Mais tarde ele usará isso contra você.

Você não pode mudar o comportamento de um homem. A mudança vem de dentro.
Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você… mesmo se ele tiver um maior grau de escolaridade ou um emprego melhor.

Não o torne um semi-deus. Ele é um homem, nada além ou aquém disso.

Nunca deixe um homem definir quem você é.

Nunca pegue o homem de alguém emprestado.
Se ele traiu alguém com você, ele te trairá.

Um homem vai te tratar do jeito que você permitir que ele te trate.
Todos os homens NÃO são cachorros.

Você não deve ser a única a fazer tudo… compromisso é uma via de mão dupla.

Você precisa de tempo para se cuidar entre as relações. Veja as suas questões antes de um novo relacionamento.

Não há nada mais precioso quanto viajar.

Você nunca deve olhar para alguém sentindo que a pessoa irá te completar. Uma relação consiste de dois indivíduos completos, procure alguém que irá te complementar… não suplementar.

Namorar é bacana. mesmo se ele não for o esperado Sr. Correto.

Faça-o sentir falta de você algumas vezes… quando um homem sempre sabe que você está lá e que você está sempre disponível para ele, ele se acha.

Nunca se mude para a casa da mãe dele. Nunca seja cúmplice (ou co-assine qualquer documento) de um homem.

Não se comprometa completamente com um homem que não te dá tudo o que você precisa.
Mantenha-o em seu radar, mas conheça outros…

Compartilhe isso com outras mulheres e homens (de modo que eles saibam).

Você fará alguém sorrir, outros repensarem sobre as escolhas e outras mulheres se prepararem.

O medo de ficar sozinha faz que várias mulheres permaneçam em relações que são abusivas e lesivas.

Você deve saber que você é a melhor coisa que pode acontecer para alguém e se um homem te destrata é ele que vai perder uma coisa boa.

Se ele ficou atraído por você à primeira vista, saiba que ele não foi o único.

Todos eles estão te olhando, então você tem várias opções.

Faça a escolha certa.

CUIDEM BEM DE SEUS CORAÇÕES…

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ANO NOVO – Somos como o ano velho, por isso tememos o novo

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“Somos como o ano velho, por isso tememos o novo. O que estou fazendo com as minhas partes que ficaram paradas? O que você está fazendo com as suas? O que estou fazendo para renovar o que há de antigo em mim, tão arraigado que até já o suponho convicção? O que você está fazendo com o que há de antigo em você, e que talvez se exteriorize com a aparência de ser o mais moderno?

Somos como o ano velho. Como um montão de anos velhos, acumulados. Vivemos a repetir o que já sabemos, o que já experimentamos. Repetimos, também, sentimentos, opiniões, idéias, convicções. Somos uma interminável repetição, com raras aberturas reais e verdadeiras para o novo do qual cada instante está prenhe.

Somos muito mais memória do que aventura; mais eco que descoberta; mais resíduo que suspensão. Somos indissolúveis, pétreos, papel carbono, xerox existencial, copiadores automáticos de experiências já vividas, fotografias em série das mesmas poses interiores. Somos um filme parado com a ilusão de movimento. Só acreditamos no que conhecemos. Supomos que conhecer é saber.

Viciados nas próprias crenças, somos dependentes das próprias verdades, toxicômanos das próprias convicções. E como ocorre em todas as dependências precisamos repetir as nossas verdades para que não caiamos no pânico da dúvida, na ameaça da mutação.

[...]

Assim vejo o Ano Novo. Como a esperança dessa renovação, que tem um nome: criatividade. Criar é manter a vida viva. Criar é ganhar da morte. Morte é tudo o que deixou de ser criado. Criatividade, é pois, um conceito imbrincado no de vida. Não há como separar os dois conceitos. Vida é criação e criação é vida. Só a criatividade nos dará uma possibilidade de solução para cada desafio do novo. As soluções jamais se repetem. Nós é que nos repetimos por medo, comodismo ou burrice.

Adoramos repetir, tememos renovar, por isso, tanto sofremos.”

- Artur da Távola

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Natal somos nós

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Natal somos nós quando decidimos nascer de novo, a cada dia, nos transformando.

Somos o pinheiro de natal quando resistimos vigorosamente aos tropeços da caminhada.

Somos os enfeites de natal quando nossas virtudes, nossos atos, são cores que adornam. Somos os sinos do natal quando chamamos, congregamos e procuramos unir.

Somos luzes do natal quando simplificamos e damos soluções.

Somos presépios do natal quando nos tomamos pobres para enriquecer a todos.

Somos os anjos do natal quando cantamos ao mundo o amor e a alegria.

Somos os pastores de natal quando enchemos nossos corações vazios com Aquele que tudo tem.

Somos estrelas do natal quando conduzimos alguém ao Senhor.

Somos os Reis Magos quando damos o que temos de melhor, não importando a quem. Somos as velas do natal quando distribuímos harmonia por onde passamos.

Somos Papai Noel quando criamos lindos sonhos nas mentes infantis.

Somos os presentes de natal quando somos verdadeiros amigos para todos. Somos cartões de natal quando a bondade está escrita em nossas mãos.

Somos as missas do natal quando nos tomamos louvor, oferenda e comunhão.

Somos as ceias do natal quando saciamos de pão, de esperança, qualquer pobre do nosso lado.

Somos as festas de natal quando nos despimos do luto e vestimos a gala.

Somos sim, a Noite Feliz do Natal, quando humildemente e conscientemente, mesmo sem símbolos e aparatos, sorrimos com confiança e ternura na contemplação interior de um natal perene que estabelece seu Reino em nós.

Feliz Natal!

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FOLHAS SECAS

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Problemas são como as folhas de uma árvore imensa que sempre vão cair, de uma maneira ou outra, num ciclo sem fim, o que muda é a forma como recolhemos essas folhas, ou como tratamos os problemas, pois muitas vezes deixamos as folhas acumularem-se pelo chão, sem dar importância devida para o monte que vai se formando, e quando vemos, as folhas já tomaram conta do chão, dos cantos, frestas e até dos quintais vizinhos.

Junte as folhas diariamente, cate seus problemas e resolva-os, removendo o que não serve mais, separando o que é importante e o que não é.

Folhas muito secas podem ser queimadas rapidamente, assim como os problemas pequenos, que muitas vezes damos importância demais, aumentando-os sem ao menos pensar em uma solução, paralisados pelo medo.

Não espere o Outono chegar e derrubar todas as folhas de uma vez, mantenha seu jardim da vida sempre limpo, cultive flores (otimismo), regue com bom humor, espalhe as sementes (amor) por todos os jardins, e receba da própria natureza os lucros de sua dedicação: cheiro de terra molhada, cores e perfumes das flores, frutos que alimentam e paz que preenche o espírito.

Problemas são folhas de árvores, você é o jardineiro e Deus o semeador da vida, e a vida pede cuidados diários.

FIQUE COM ELE QUE ELE SEMPRE CUIDARÁ DE VOCÊ.

 

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De onde vem a nossa dor?

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A dor nas costas vem das costas, a dor de estômago vem do estômago, a dor de cabeça vem da cabeça. E sua dor existencial, vem de onde?

Ela vem da história que você meio que viveu, meio que criou – é sabido que contamos para nós mesmos uma narrativa que nem sempre bate com os fatos. Nossa memória da infância está repleta de fantasias e leituras distorcidas da realidade. Mesmo assim, é a história que decidimos oficializar e passar adiante, e dela resultam muitas de nossas fraturas emocionais.

Nossa dor existencial vem também do quanto levamos a sério o que dizem os outros, o que fazem os outros e o que pensam os outros – uma insanidade, pois quem é que realmente sabe o que pensam os outros? Pensamos no lugar deles e sofremos por esse pensamento imaginado. Nossa dor existencial vem dessa transferência descabida.

Nossa dor existencial, além disso, vem de modelos projetados como ideais, a saber: é melhor ser vegetariano do que comer carne, fazer faculdade de medicina do que hotelaria, namorar do que ficar sozinho, ter filhos do que não ter, e isso tudo vai gerando uma briga interna entre quem você é e entre quem gostariam que você fosse, a ponto de confundi-lo: existe mesmo uma lógica nas escolhas?

Como se não bastasse, nossa dor existencial vem do que não é escolha, mas destino: quem é muito baixinho, ou tem cabelo muito crespo, ou é pobre de amargar, ou tem dificuldade de perder peso vai transformar isso em uma pergunta irrespondível – por que eu? – e a falta de resposta será uma cruz a ser carregada.

Nossa dor existencial vem da quantidade de nãos que recebemos, esquecidos que somos de que o “não” é apenas isso, uma proposta negada, um beijo recusado, um adiamento dos nossos sonhos, uma conscientização das coisas como elas são, sem a obrigatoriedade de virarem traumas ou convites à desistência.

Nossa dor existencial vem do bebê bem tratado que fomos, nada nos faltava, éramos amamentados, tínhamos as fraldas trocadas, ninavam nosso sono, até que um dia crescemos e o mundo nos comunicou: agora se vire, meu bem. Injustiça fazer isso com uma criança – alguém aí por acaso deixou totalmente de ser criança?

Nossa dor existencial vem da incompreensão dos absurdos, da nossa revolta pelos menos favorecidos, da inveja pelos mais favorecidos, da raiva por não atenderem nossos chamados, por cada amanhecer cheio de promessas, pela precariedade das nossas melhores intenções e pela invisibilidade que nos outorgamos: por que nunca ninguém nos enxerga como realmente somos?

Dor de dente vem do dente, dor no joelho vem do joelho, dor nas juntas vem das juntas. Nossa dor existencial vem da existência, que nenhum plano de saúde cobre, de tão difícil que é encontrar seu foco e sua cura.

 Martha Medeiros

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